
Nos últimos meses, cidades do Sul passaram a ocupar cada vez mais espaço no radar do mercado imobiliário brasileiro.
A combinação entre valorização dos imóveis, qualidade de vida e crescimento da demanda vem atraindo investidores, compradores e incorporadoras para a região.
Ao mesmo tempo, o setor também acompanha o aumento da inadimplência na locação, novos comportamentos de consumo e regras mais rígidas para plataformas de curta temporada.
Neste artigo, você vai entender os principais movimentos que estão impactando o mercado imobiliário agora e por que cidades do Sul vêm se consolidando como uma das regiões mais observadas do país.
Assuntos que você irá encontrar:
- Airbnb inicia remoção de imóveis sociais em São Paulo;
- Preço dos imóveis sobe menos que a inflação em abril;
- Despejos por falta de pagamento disparam no Rio de Janeiro;
- Mulheres lideram busca por aluguel de imóveis no Brasil;
- Cidades do Sul ganham destaque na valorização imobiliária no Brasil.
Airbnb inicia remoção de imóveis sociais em São Paulo
O Airbnb começou a notificar proprietários de imóveis em São Paulo sobre possíveis irregularidades em anúncios de curta temporada.
A ação acontece após a plataforma receber da Prefeitura uma lista de empreendimentos enquadrados como Habitação de Interesse Social (HIS), categoria que, desde 2025, não pode ser destinada à locação temporária na capital paulista.
A medida surge em meio às investigações da CPI da HIS, que apura possíveis irregularidades no uso de imóveis destinados à moradia popular.
Com isso, a plataforma iniciou uma análise interna e já sinalizou que anúncios considerados irregulares poderão ser removidos nos próximos dias.
O movimento reforça o avanço do chamado “cerco regulatório” sobre plataformas de locação de curta temporada, principalmente em grandes cidades, onde cresce a preocupação com o uso de imóveis subsidiados para fins de investimento.
No entanto, a lista enviada pela prefeitura da capital paulista apresenta inconsistências e dificuldades de identificação das unidades, o que pode dificultar tanto a fiscalização quanto a remoção automatizada dos anúncios.
Mesmo assim, a tendência é de um aumento no controle sobre imóveis voltados à locação temporária, especialmente aqueles vinculados a programas habitacionais e incentivos públicos.
Para investidores, imobiliárias e gestores, o cenário reforça a importância de acompanhar de perto as regras locais e os impactos regulatórios envolvendo plataformas de curta temporada.
Preço dos imóveis sobe menos que a inflação em abril
O preço dos imóveis residenciais voltou a subir em abril, mas em um ritmo menor do que a inflação.
Segundo o índice FipeZap, a alta foi de 0,51% no mês, enquanto indicadores inflacionários avançaram de forma mais intensa, pressionados principalmente pelos impactos da guerra no Irã sobre combustíveis e cadeias produtivas.
Mesmo com uma valorização mais moderada, o mercado imobiliário segue aquecido em boa parte do país. A alta dos preços aconteceu em 55 das 56 cidades monitoradas pelo índice, mostrando um movimento bastante disseminado.
Capitais fora do eixo tradicional lideram valorização
Dessa vez, a grande mudança no resultado da pesquisa sobre a inflação é o destaque fora dos grandes centros tradicionais.
Capitais como Campo Grande, Vitória, Natal e Aracaju registraram altas mais expressivas, reforçando uma mudança na dinâmica de valorização do mercado imobiliário brasileiro.
Esse movimento mostra que cidades fora do eixo Rio-São Paulo começam a atrair mais atenção, seja pelo crescimento econômico local, aumento da demanda ou preços ainda considerados mais acessíveis.
Além disso, algumas capitais vêm apresentando uma velocidade de valorização superior à observada em mercados já consolidados, indicando um cenário mais aquecido em determinadas regiões do país.
Despejos por falta de pagamento disparam no Rio de Janeiro

O mercado de locação no Rio de Janeiro voltou a dar novos sinais de pressão. Segundo dados recentes do Secovi-Rio houve um avanço expressivo nas ações locatícias, especialmente nos casos de despejo por falta de pagamento.
No primeiro trimestre de 2026, foram registradas mais de 1,6 mil ações entre proprietários e inquilinos, superando o volume do mesmo período do ano anterior. O dado mais preocupante é que mais da metade dos processos envolve inadimplência no aluguel.
Além disso, o crescimento acelerou nos últimos meses, principalmente na capital fluminense, reforçando um cenário de maior dificuldade financeira dentro do mercado de locação.
Diferente das ações por inadimplência condominial, que seguem relativamente estáveis, os problemas ligados à locação costumam responder de forma mais imediata ao cenário econômico.
Isso acontece porque o aluguel está diretamente ligado à renda e à capacidade de pagamento das famílias, tornando o setor mais sensível a juros altos, inflação e perda de poder de compra.
Portanto, o aumento dos despejos reforça a importância de uma gestão mais preventiva no mercado imobiliário.
Dessa forma, análise de crédito, acompanhamento financeiro dos contratos e estratégias de negociação passam a ter um papel ainda mais relevante para reduzir riscos e evitar conflitos judiciais.
Ao mesmo tempo, o cenário mostra que a inadimplência continua sendo um dos principais desafios da locação, exigindo mais atenção de imobiliárias, administradoras e proprietários nos próximos meses.
Mulheres lideram busca por aluguel de imóveis no Brasil
De acordo com um levantamento feito baseado em pesquisas realizadas no Google, as mulheres passaram a liderar a busca por imóveis para alugar no Brasil.
O dado reforça uma mudança importante no comportamento do consumidor e mostra um mercado de locação cada vez mais conectado a fatores como flexibilidade, praticidade e organização financeira.
Enquanto a procura por aluguel apresenta predominância feminina, a busca por imóveis para compra segue mais equilibrada, com leve vantagem masculina.
Além disso, os imóveis mais procurados para locação continuam sendo as casas, seguidas por apartamentos e kitnets.
Esse movimento acompanha um cenário em que o aluguel se torna uma alternativa mais acessível diante de juros elevados, crédito restrito e maior cautela financeira por parte das famílias.
Ao mesmo tempo, mudanças no estilo de vida e no trabalho também aumentam a busca por soluções mais flexíveis de moradia.
Jornada digital ganha ainda mais importância
Outro ponto que chama atenção é que a jornada de locação começa cada vez mais no ambiente digital.
Isso aumenta a importância de estratégias mais segmentadas, velocidade no atendimento e personalização da comunicação, especialmente para imobiliárias e corretores que desejam converter interesse em contrato.
Nesse cenário, ferramentas como CRM imobiliário ganham espaço ao ajudar profissionais do setor a entender preferências, organizar negociações e oferecer uma experiência mais alinhada ao perfil de cada cliente.
Cidades do Sul ganham destaque na valorização imobiliária no Brasil
O mercado imobiliário brasileiro continua em crescimento, mas nos últimos meses uma região específica começou a chamar ainda mais atenção.
O Sul do país passou a se destacar não apenas pela valorização dos imóveis, mas pela combinação entre crescimento consistente, qualidade de vida e aumento da demanda.
Enquanto algumas capitais registram altas mais aceleradas e instáveis, cidades do Sul vêm seguindo um caminho mais equilibrado. E isso tem atraído desde investidores até famílias que procuram um lugar para morar com mais segurança, mobilidade e qualidade de vida.
Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre puxam movimento
Entre os destaques da região, Florianópolis aparece em evidência. A capital catarinense já figura entre as cidades com maior valorização imobiliária do país e mantém um mercado em forte expansão.
Curitiba também segue em crescimento, principalmente pela combinação entre infraestrutura, organização urbana e um mercado ainda considerado mais acessível do que outras grandes capitais brasileiras.
Já Porto Alegre mantém uma valorização mais moderada, mas com um perfil mais estável e previsível.
O que chama atenção é que o Sul não depende apenas de movimentos especulativos ou picos de valorização. Em muitos casos, o crescimento acontece de forma mais sustentável, o que acaba gerando mais confiança no mercado.
Quando o assunto é valorização imobiliária, Santa Catarina continua concentrando alguns dos metros quadrados mais caros do Brasil.
Balneário Camboriú e Itapema seguem entre os principais destaques, enquanto Florianópolis reforça um movimento que vai além do turismo. Cada vez mais pessoas estão escolhendo essas cidades para viver de forma definitiva, e não apenas para passar férias.
Isso aumenta a procura por imóveis residenciais, impulsiona novos lançamentos e fortalece ainda mais a valorização na região.
Boa parte desse movimento está ligada à mudança no perfil de quem compra imóvel hoje.
Com o avanço do trabalho remoto e uma busca maior por bem-estar, muitas pessoas passaram a olhar para cidades médias e regiões litorâneas com mais atenção. Segurança, mobilidade e qualidade de vida entraram de vez na decisão de compra.
Além disso, o crescimento econômico regional e o desenvolvimento urbano ajudam a sustentar a demanda em diferentes cidades do Sul.
Portanto, cidades que conseguem unir infraestrutura, valorização e qualidade de vida passam a ganhar espaço no radar de investidores, incorporadoras e compradores. E tudo indica que esse movimento ainda deve continuar nos próximos anos.
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