Cartórios de Santa Catarina proíbem a tokenização de imóveis

Imagem de corretor de imóveis estudando a proibição da tokenização em Santa Catarina.

A Corregedoria-Geral do Foro Extrajudicial de Santa Catarina determinou que os cartórios do estado não poderão mais registrar operações de tokenização de imóveis

Isso significa que a tecnologia blockchain, tão promissora para o mercado imobiliário, acabou sendo interrompida - pelo menos por enquanto.

A medida tem como base o crescimento de iniciativas privadas tentando associar a matrícula de imóveis a ativos digitais, algo que, até o momento, não tem respaldo legal. 

No entanto, apesar das críticas e preocupações levantadas, a proibição não é definitiva. O futuro da tokenização no Brasil ainda está em aberto e pode ser revisado.

Nesse post, vamos explorar o impacto dessa decisão no mercado imobiliário e entender por que a tokenização pode, sim, ter um grande papel no futuro do setor. 

Assuntos que você irá encontrar: 

O impacto do novo Plano Diretor no setor imobiliário de Porto Alegre

A revisão do Plano Diretor de Porto Alegre está gerando um grande debate na cidade. 

O principal objetivo da proposta é estimular o adensamento populacional em áreas bem servidas de infraestrutura, permitindo a construção de prédios mais altos e com menor recuo entre imóveis e vias.

A prefeitura defende que essa mudança estratégica visa otimizar o uso dos investimentos públicos, diminuir o custo médio dos imóveis e facilitar o deslocamento diário, aproximando as pessoas de onde trabalham, moram e se divertem. 

A ideia é aumentar a densidade em regiões como o 4º Distrito, o Centro e as margens da Avenida Ipiranga, com o objetivo de reduzir a expansão desordenada para áreas mais afastadas.

Uma das principais mudanças seria a possibilidade de construir imóveis de até 130 metros de altura em algumas regiões. 

Essa medida coloca a capital gaúcha em um cenário de crescimento urbano mais verticalizado, mas também traz à tona críticas quanto ao impacto que isso pode ter na infraestrutura da cidade e na qualidade de vida dos moradores.

A proposta vem sendo discutida há sete anos e se baseia em boas práticas internacionais de urbanismo, incluindo a criação de áreas específicas para comércio e serviços em áreas de maior densidade. 

Ou seja, o objetivo é evitar que a cidade se espalhe e, ao mesmo tempo, aumentar a oferta de moradias de qualidade com boa infraestrutura.

Em um cenário de crescente demanda por imóveis urbanos de alto padrão, a aprovação dessa proposta pode gerar novos investimentos no setor imobiliário e atrair empreendedores interessados em criar novos empreendimentos em áreas nobres da cidade. 

Mas, claro, a proposta também enfrenta resistência, especialmente dos defensores de um crescimento mais controlado e sustentável.

A minuta do Plano Diretor será apresentada em audiência pública e, se for aprovada, passará por mais ajustes antes de seguir para a Câmara Municipal. 

Por que mais pessoas estão morando sozinhas no Brasil?

Imagem de mulher jovem decorando a sua casa.

A cada dia que passa, mais gente tem optado por viver sozinha no Brasil. A última pesquisa do IBGE revelou que, em 2024, 18,6% das casas no país são ocupadas por uma única pessoa. Isso significa um aumento de quase 6% em relação a 2012.

E esse movimento não está apenas mudando o estilo de vida das pessoas, mas também o mercado imobiliário. 

A demanda por microapartamentos, por exemplo, tem crescido muito nos últimos anos, especialmente em grandes cidades como São Paulo. 

O aumento no número de pessoas morando sozinhas está diretamente relacionado ao envelhecimento da população e também às mudanças comportamentais. 

Quando se fala em termos regionais, o Rio de Janeiro lidera a tendência, com 22% das pessoas vivendo sozinhas, seguido de São Paulo com 18,4%

No Sul, quase metade das unidades unipessoais são ocupadas por mulheres (48,2%), enquanto no Norte esse número é bem menor (35,5%).

O que chama a atenção é que, apesar dessa tendência ser forte em todas as faixas etárias, a maior parte das pessoas que vivem sozinhas têm entre 30 e 59 anos, enquanto a parcela da população com 60 anos ou mais, já representa 40% desse total. 

E o mais interessante é que estados como o Rio de Janeiro e Minas Gerais, que são conhecidos por terem mais idosos, estão vendo um aumento ainda maior desse fenômeno.

No entanto, essa mudança de hábitos tem gerado alguns alertas sobre os impactos da solidão, especialmente entre os mais velhos.

Essa precaução levou países como Japão e Reino Unido a criarem programa de incentivo à 3º idade para combater a solidão.

Cartórios de Santa Catarina proíbem tokenização de imóveis

Na última quarta-feira (27), a Corregedoria-Geral do Foro Extrajudicial de Santa Catarina determinou que os cartórios do estado não podem registrar operações de tokenização de imóveis. 

Essa decisão afetou diretamente o uso da tecnologia blockchain, especialmente no mercado imobiliário.

A medida foi tomada após o crescimento de iniciativas privadas que tentavam associar a matrícula de imóveis a ativos digitais. 

O órgão justificou que a tokenização poderia trazer riscos, como insegurança jurídica, fraudes e até lavagem de dinheiro, já que não existe uma legislação que autorize a substituição do sistema tradicional de registro de imóveis.

Mas se você está se perguntando como fica o futuro da tokenização com essa medida, a boa notícia é que, para quem aposta nessa inovação, a proibição pode ser revista mais para frente. 

A única condição para isso é que haja uma regulamentação federal ou uma análise técnica mais profunda sobre a segurança e viabilidade do uso da tecnologia.

Reações do setor imobiliário

A Abtoken, associação que representa empresas tokenizadoras e blockchain, criticou a decisão. 

Para a entidade, a proibição reflete o desconhecimento dos benefícios da tokenização para o mercado, como maior segurança nas transações imobiliárias. 

Eles também destacam que o Brasil está se destacando globalmente como referência em inovação, mas decisões como essa podem atrasar o progresso do setor.

Em resumo, apesar das barreiras enfrentadas, o mercado imobiliário segue atento no potencial de transformação digital da tokenização. Afinal, essa é uma tendência que está apenas começando e pode revolucionar o setor no futuro.

Ações de construtoras disparam até 246% após cortes na Selic

Imagem de dois arquitetos observando construção.

O setor imobiliário tem reagido positivamente aos cortes da Selic nos últimos anos, o que tem refletido diretamente nos preços das ações das construtoras. 

Um estudo realizado pela corretora de investimentos Rico, revela que, em ciclos de afrouxamento monetário, o mercado de construção civil demonstrou ganhos expressivos. 

A pesquisa analisou a performance das ações do setor nos anos de 2005, 2009, 2011, 2016 e 2023, e os resultados mostraram um comportamento interessante.

Enquanto 2005 e 2009 registraram altas de até 246% e 161%, respectivamente, os ciclos mais recentes tiveram variações mais moderadas. Em 2023, a falta de estímulos concretos resultou em uma queda de até 21% no mercado.

Para o futuro, a expectativa é de que o setor volte a se beneficiar de um cenário de juros mais baixos, o que tende a impulsionar a procura por imóveis, reduzir o custo de financiamento e gerar uma reprecificação positiva dos ativos. 

Já a construção civil, que ainda enfrenta desafios devido aos juros elevados, têm encontrado formas de se manter aquecida graças a subsídios governamentais, como a linha de crédito do Plano Empresário, que oferece taxas mais baixas para o setor.

Entretanto, especialistas alertam que, mesmo com os cortes, o impacto não será tão grande para todos os players. 

As construtoras com maior alavancagem e dívidas externas ainda sentirão mais a variação da Selic

Portanto, para os investidores atentos, a chave será entender a posição de cada empresa e sua exposição ao mercado de crédito.

Com a possível redução dos juros prevista para 2026, o setor imobiliário deve continuar sendo uma oportunidade de investimento interessante, mas com o alerta de que o crescimento pode ser mais gradual. 

O foco estará no reajuste das ações e no impacto da diminuição dos custos de financiamento, mas a cautela é fundamental para quem pretende surfar a próxima onda de valorização.

Mercado imobiliário de Fortaleza cresce 18% e se destaca no Ceará

Fortaleza e a Região Metropolitana continuam mostrando a sua força no setor imobiliário, com destaque para o crescimento de 18% nas vendas de imóveis entre janeiro e julho de 2025. 

O levantamento da Comissão de Pesquisa do Sinduscon-CE, revelou que, no período, foram comercializadas 9.756 unidades residenciais, um aumento expressivo em relação aos 8.293 imóveis vendidos no mesmo período de 2024.

A grande estrela desse crescimento foi o setor de loteamentos, que viu uma alta de 62% nas vendas e 79% no Valor Geral de Vendas (VGV).

Além disso, o mercado vertical, especialmente no segmento econômico, também se destacou, com uma expansão de 83% no número de unidades vendidas

O VGV de Fortaleza chegou a R$3,14 bilhões, representando um crescimento de 41% em relação ao ano passado.

Esse crescimento reflete a crescente diversidade do mercado imobiliário da cidade, que está atendendo a uma demanda maior por soluções habitacionais de diferentes perfis. 

Outro dado importante é que, no acumulado das duas regiões, o VGV atingiu R$4,3 bilhões, um avanço de 6% em relação a 2024

Com esse crescimento, o mercado imobiliário do Ceará se fortalece e está preparado para continuar se destacando no cenário nacional. 

A confiança do consumidor e a capacidade de inovação das empresas são fundamentais para sustentar esse ritmo crescente, impulsionando o setor e gerando novas oportunidades no mercado de imóveis.

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