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cashback social: saiba como fazer boas ações dentro do mercado imobiliario

Cashback social: como o mercado imobiliário pode protagonizar boas ações?

Os hábitos de consumo têm mudado. É cada vez mais urgente que as empresas assumam uma postura consciente perante a sociedade. É necessário demonstrar preocupação com a coletividade, com o meio ambiente, com uma produção justa e não exploratória.

Isso porque, principalmente entre as novas gerações, existe uma preocupação maior com pautas do tipo. Esta, consequentemente, reflete-se no modo de viver e consumir. Mas não só por isso, claro.

É preciso deixar um pouco de lado o “capitalismo puro” — que busca lucrar a todo e qualquer custo, e, genuinamente, preocupar-se em construir um planeta socialmente mais justo, além de mais sustentável. Afinal, é a nossa casa e, nela, somos todos dignos de uma vida que ofereça condições básicas para que esta seja boa. Certo?!

É claro que, se o mercado imobiliário não pudesse protagonizar ações desse tipo, não teríamos construído esse artigo para inspirá-lo. Nesse contexto, surge o cashback social. Este consiste em um formato de ação na qual cliente e imobiliária são responsáveis por fazerem o bem.

Ao decorrer do post, explicaremos melhor sobre cashback social, como ele se diferencia do cashback comum, quais são os seus benefícios e como você pode participar. Além disso, também entrevistamos o corretor Fábio Cipolatto, do Café Inteligência Imobiliária, empresa que deu o start nessa ideia por aqui.

Cashback x Cashback Social

Antes de partirmos para o conceito de cashback social, vamos entender sobre o funcionamento do cashback.

A prática do cashback (que, literalmente, significa “dinheiro de volta”), primeiramente, popularizou-se nos Estados Unidos. No Brasil, o cashback tem ganhado força nos últimos anos, especialmente com o surgimento de startups criadas exclusivamente para esse tipo serviço, como a Méliuz.

Através dessas plataformas de cashback, cada empresa interessada pode se cadastrar e oferecer uma determinada porcentagem para devolução ao consumidor. Este, ao realizar a compra com a empresa, recebe em conta uma parte do dinheiro investido.

Funciona como um “desconto”, pode-se dizer.

Já no caso do cashback social, o direcionamento dado à essa porcentagem é outro. A empresa cria o que podemos chamar de parcerias com ONGs, lares ou qualquer tipo de organização voltada a questões sociais. Então, esse cashback é retornado em forma de ajuda a essas instituições.

Perguntamos ao Fábio, do Café Inteligência Imobiliária, de onde surgiu a inspiração para iniciarem no cashback social. Ele respondeu que: “surgiu após um evento que presenciamos em POA (STARTUPRS) onde uma das empresas palestrantes tinha como negócio o “cashback”, atuando na contexto de empresas como netshoes, polishop, etc. Aproveitamos esse gancho para trabalhar o cashback social. Ao invés de devolver dinheiro ao cliente, devolvemos em forma de doações a projetos sociais”.

Existe uma “padronização” para a execução do cashback social que vamos entender agora.

Como funciona o cashback social?

Na verdade, é bem simples. Independente de ser em formato de e-commerce ou venda física, o cliente escolhe para qual instituição ele deseja doar o cashback. Ele pode selecionar entre as que já foram cadastradas pela imobiliária, ou sugerir alguma outra.

Existem duas opções: a de transferir o valor em dinheiro ou a de converter a entrega em produtos.

No caso da primeira, no momento da realização da parceria com a instituição, você já deve solicitar uma conta bancária para o depósito dessas doações. Assim fica muito mais fácil de realizar as transferências.

Se for a segunda — que, convenhamos, constrói uma relação muito mais próxima/pessoal (o que é muito legal), é necessário entrar em contato com a instituição. A partir daí, será possível mapear o que eles estão precisando. Produtos de necessidade básica são sempre bem-vindos: fraldas, alimentos não perecíveis, higiene básica e até ração, para o caso de ser um abrigo de animais.

Para elucidar a forma como esse processo acontece internamente, separamos um trecho da entrevista, sobre a forma como o processo ocorre na empresa. Segundo ele:

“…o cliente compra um imóvel > é gerado a comissão a empresa > deste valor deduzimos 5% ou 500,00 (limite) para o cashback > o cliente comprador escolhe o projeto social (temos alguns cadastrados; porém pode ser indicado outros) > é feito um levantamento das necessidades prementes > compramos os produtos e realizamos a entrega junto com um certificado de entrega em nome dos compradores, vendedores e imobiliaria”.

Quais são os benefícios de aderir ao cashback social?

Logicamente, uma empresa busca lucrar. Não podemos fingir que não. Mas, como comentei no início do post e foi algo, inclusive, reforçado por Cipolatto na nossa entrevista: é preciso abrir mão dessa busca desenfreada e sem limites por ganho. Lucro e compromisso social podem, sim, andar juntos.

Não soa ótima a ideia de crescer enquanto empreendimento e, ao mesmo tempo, protagonizar e possibilitar que o cliente também protagonize boas ações sociais?! No fim, todos ganham.

Quando pensamos na construção do branding (que são os seus esforços em gestão de marca) e relembrando que os hábitos de consumo estão mudando, é importante ser reconhecido como um negócio imobiliário que se preocupa com questões sociais. Essa é, também, uma das formas de fortalecer sua imagem perante seu público de interesse.

Perguntamos para o Fábio quais eram as vantagens da prática do cashback social para o desenvolvimento de uma marca. A resposta dele foi:

“Acredito que agregue valor aos propósitos e filosofia da empresa, quebra aquele conceito de “capitalismo puro”. E acima destes conceitos marqueteiros, acreditamos que podemos influenciar, e sinceramente ajudar a sociedade através de nossas ações.”

Quais outras ações posso promover?

São, literalmente, incontáveis as possibilidades. Só depende de criatividade e do quão exequível é a ação. A seguir, vamos listar algumas dessas possibilidades para lhe inspirar e você deve se sentir livre para adaptá-las.

Doação de sangue

Você sabia que uma bolsa de sangue pode salvar a vida de até 4 pessoas? Portanto, promover um dia para doação de sangue, oferecendo toda estrutura necessária, é um ótimo exemplo de ação. Para facilitar os processos, é essencial construir parcerias com quem já difunde essas ideias. Para esse caso, existe o Hemotify: plataforma brasileira que promove a conexão entre o doador e os hemocentros da sua cidade.

Institutos que cuidam de animais

Quem disse que os animais não podem (e não precisam) ser ajudados? Principalmente entre animais de rua, é muito importante garantir que eles comam e que, acima de tudo, sejam castrados. É importante para que haja controle populacional e, assim, evitar-se que mais animais passem pela situação do abandono. Além de financiar ração e castração, a imobiliária pode promover feiras de adoção. Afinal, esses animais também adorariam ter um lar!

Aqui você pode conversar com projetos locais que cuidam do assunto ou, até, criar parcerias com petshops de e-commerce, como o petlove. A cada imóvel comprado, por exemplo, x% será convertido em produtos da plataforma, que serão doados para o abrigo y.

Hortas comunitárias

Quantas pessoas sobrevivem do lixo todos os dias? Várias, né?! Basta andar algumas quadras para ver. Portanto, é interessante também financiar projetos que transformem terrenos “abandonados”, ou não, em hortas para a comunidade (e principalmente para os moradores de rua). Com a porcentagem do cashback, de pouco em pouco, pode se construir projetos muito bons para reaproveitar esses lugares.

Concluindo, os exemplos são, de fato, incontáveis. Agora, com a chegada do inverno, é possível também converter o valor em roupas quentes e cobertores. Além disso, no início das aulas, em material escolar básico, como cadernos e mochilas.

Com certeza, sempre terá alguém esperando por isso para que o dia (e, quem sabe, a vida) fique melhor! Como está gravado no muro de Berlim, para não ser mais esquecido: “Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, estão mudando a face do mundo.”

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